Caderno café

Um caderno feito com embalagem de café, que não é reciclável, mas pode ser reaproveitada. A estrutura da capa é feita com a parte de papel cartão da embalagem e a cobertura brilhante é um recorte do pacote interno, que embala o café à vácuo. As camadas são costuradas manualmente uma à outra, com linha de costura. O miolo e a capa são presos por costura aparente, em fio encerado.

Dimensões: 14cmX10cm;
Miolo: 100 páginas em papel reciclado 75g/m²;
Capa (estrutura e revestimento): embalagem reutilizada de café em pó.

Caderno folhas do quintal

O quintal da editora, tomado de verde, é a base da confecção dos cadernos da linha “Folhas do quintal”. Há um roteiro definido, de curto trajeto, e um planejamento detalhado até o resultado final. Uma sequência de trabalhos que envolve:

— Passear pelo quintal e colher algumas folhas;
— Voltar para casa, sentar à mesa, escrever um haicai à mão;
— Escanear as folhas e o papel com a caligrafia do haicai;
— Tratar as imagens digitalmente, com base em seleção de camadas vetoriais
e diagramar as capas;
— Imprimir as capas;
— Bater, na máquina de escrever, as informações técnicas na primeira folha de cada caderninho;
— Furar e costurar, um a um.
— Enfim, contentar-se, como artesãos aprendizes que somos, com os resultados dessa gambiarra orgânica-caligráfica-digital.

E aspirar a mensagem do haicai da capa:

mato denso
em mundo de cimento
pede espaço

Dimensões: 14cmx10cm;
Miolo: 100 páginas em papel Reciclato 75g/m², com ou sem pauta;
Capa: papel Reciclato 180g/m².

Cartazes-haicais

A literatura breve em estado decorativo

Se o haicai é como uma fotografia ou uma pintura do instante em forma de palavras, eis a literatura breve em estado decorativo.
Com múltiplas finalidades, esses cartazes, a fim de um melhor tratamento, podem ser emoldurados e se tornar quadros.
Para um uso mais despojado, uma simples parede e uma tarraxa também proporcionam boa finalidade. Independentemente do uso, o que vale, claro, é o destaque e a apreciação dos haicais, estes que são o emblema da nossa editora. Por sinal, os poemetos que estampam as peças são de autoria dos editores da Casatrês, Felipe Moreno e Marília D. Jacques.

Papel Reciclato A4 (21cmx29,7cm), gramatura 180g/m².

Caderno palavras

A capa traz uma palavra inspiradora de anotações e desenhos, e a primeira página mostra seu significado.
Feito em tamanho A5, para quem precisa de mais espaço para os seus rabiscos.

Dimensões: 20,5cmx14,3cm
Miolo: 50 páginas em papel Avena 80g/m², sem pauta.
Capa: Canson 180g/m² de cores variadas.

Costura exposta feita manualmente.

 

Cadernos de costura japonesa

Cadernos para todos os propósitos, enfeitados com imagens da casa/editora onde acontece a Casatrês.
Finalizados com fio encerado de cores variadas, em costura japonesa.
A primeira página contém informações sobre a foto da capa.

Dimensões: 14cmx10cm;
Miolo: 100 páginas em papel Reciclato 75g/m², sem pauta;
Capa: Canson marfim, 180g/m².

Cadernos de tinturas naturais

Frente ao atual desmonte do resguardo aos povos indígenas e seus territórios, criamos os cadernos de tinturas naturais, que são uma forma de apoiar a luta indígena no Brasil: 25% do valor é repassado à APIB (Articulação dos Povos Indígenas Brasileiros).

Dimensões: 14cmx10cm;
Miolo: 100 páginas em papel Reciclato 75g/m²;
Capa: papel Kraft 240g/m², tingido com beterraba, açafrão ou urucum e envernizado com composto à base de fécula de mandioca.

Costurados à mão com fio encerado marrom e finalizados com um botão de coco natural.

Tamborinhos

Sincretismo cultural: unir o samba ao haicai. Fusão de raízes: do Brasil ao Japão. Resultado artístico: uma caixinha de fósforo, com finalidade de instrumento de percussão que é, também, porta poemetos.

Eis o manual de instrução da singela peça à qual demos o nome de tamborinho:
— Destaque os poemas que se encontram no interior da caixinha e exponha-os ou guarde-os em local delicado;
— Use ou retire alguns palitinhos (cerca de sete) para ampliar a sonoridade;
— Como pandeiro ou chocalho, improvise seu ritmo.

(Peças únicas)

A humanidade está na praia – Felipe Moreno

Em tempos de aceleração, virtualização e automação do trabalho e das atividades cotidianas, A humanidade está na praia convida à reflexão: onde está a nossa sombra? Ofuscada pelas luzes das telas, soterrada na montanha de selfies e informação ou na voracidade por consumo. Viver na realidade não editada das mãos sujas e dos pés cansados não cabe mais nos estilos de vida que desejamos publicar. A humanidade está estendida na areia, confortável em seus esconderijos psíquicos e materiais, inerte frente à perda de autonomia para as máquinas e à catástrofe ecológica que avança a galope. Seriam a lentidão, a contemplação e o ócio as lentes pelas quais precisamos olhar com urgência para enxergar nossa sombra e nossa responsabilidade diante dos impasses contemporâneos?

Autor: Felipe Moreno
Gênero: crônicas
ISBN: 978-65-81513-01-6
Projeto gráfico: Felipe Moreno
Ilustração da Capa: Elton da Silva Luiz
Número de páginas: 88
Dimensões: 13,6 x 21 cm
Tipo: brochura
Edição: 1a, 2020

Costurado e encadernado manualmente.

Cozinha: atravessamentos e desimportâncias – Marília D. Jacques

Cozinha surgiu do desejo de contar as histórias de pequenas investigações mundanas da cozinha e do alimentar(-se). Nada realmente importante. São situações atravessadas pelos acasos do cotidiano, sutilezas imensuráveis, ínfimas, sensíveis, incontroláveis. As razões de ser vão se constituindo junto ao corpo do texto, que aos poucos se percebe como entidade transformante, fruto de um processo biológico: a pesquisa. Brota da experiência culinária uma maneira de pesquisar que se dá por meio do (disposição corporal para entrar em contato com o mundo através da lente do tema que se deseja explorar). As investigações são realizadas rigorosamente, com coerência ética, estética, política, filosófica e artística. Acima de tudo, é uma pesquisa preocupada com o rigor do bem viver, contraponto com a necessidade de eficiência, desempenho, controle e segurança. É uma pesquisa do oportuno. Uma forma de pesquisar a vida que é compatível com a vida. Um processo que, em seu fim, se entende cartográfico.

Autora: Marília D. Jacques
Gênero: ensaios
ISBN: 978-65-81513-00-9
Projeto gráfico: Marília D. Jacques
Ilustrações: Marília D. Jacques
Número de páginas: 104
Dimensões: 13,6 x 21 cm
Tipo: brochura
Edição: 1a, 2020

Costurado e encadernado manualmente.